Cultura visual
(http://pt.wikipedia.org/wiki/
Cultura visual é um campo de estudo que geralmente inclui alguma combinação de estudos culturais, história da arte e antropologia, enfocando aspectos da cultura que se apóiem em imagens visuais. Entre os teóricos dos estudos culturais que trabalham com a cultura contemporânea, isto freqüentemente se sobrepõe à filmologia e aos estudos sobre televisão, embora também possa incluir o estudo de vídeo-games, HQs, mídia artística tradicional, publicidade, a internet e qualquer outro meio que possua um componente visual crucial.
Trabalhos pioneiros em cultura visual foram produzidos por John Berger (Ways of Seeing, 1972) e Laura Mulvey (Visual Pleasure and Narrative Cinema, 1975).
[ver anexo Cultura_Visual.pdf]
Leia Mais:
A Cultura Visual no Ensino de Arte Contemporâneo: singularidades no trabalho com as imagens
Erinaldo Alves do Nascimento
DBAE
(http://www.sescsp.org.br/
Fragmento da palestra:
Mudando direções na arte-educação contemporânea
Oferecida pelo SESC no evento:
Compreender a Arte: um ato de cognição verbal e visual
de 25 a 28 de agosto
Sobre Curriculum "Uma terceira conseqüência tem a ver com o curriculum em arte. Uma preocupação com a interpretação no contexto cultural pede um conhecimento sobre o material que é normalmente encontrado no curriculum escolar, mas não é visto como relevante para a arte. A visão contemporânea oferece a oportunidade para integrar a arte com outras disciplinas escolares de modo importante. Esta maneira não reduz a arte a um instrumento para ilustração ou suporte para outros conteúdos escolares; ao invés disso, essas outras matérias tornam-se suporte para a arte porque elas providenciam o contexto necessário para a interpretação. Quando a arte se preocupa com temas como a destruição ambiental, pode emprestar significado ao conteúdo em história, biologia, geografia, política e idiomas. Ao mesmo tempo, a arte ganha interesse e significado. Portanto, há uma visão emergente nos EUA que os arte-educadores podem exercer a liderança para a reforma do curriculum escolar como um todo, por via da integração de diferentes disciplinas escolares e do fornecimento de um grande número de modos de aprendizagem.
Parte da questão curricular nos EUA tem a ver com o movimento "Discipline-Based Art Education" (DBAE): ou seja, a visão de que podemos adicionar crítica de arte, história da arte e estética às atividades de prática da arte na escola. É verdade que o DBAE inicialmente se expressou em termos modernistas que enfatizavam as estruturas disciplinares. Mas acredito que ele pode ser tão facilmente associado com os pontos de vista interpretativistas quanto com os modernistas. Uma visão interpretativista sugere que os diferentes tipos de estudo da arte são melhor vistos não tanto como disciplinas como quanto estudos de contextos: dos contextos do mundo da arte, históricos e culturais. O DBAE então se torna o estudo das obras de arte em seus contextos e apoia uma abordagem interpretativa à pesquisa."
[ver anexo Seminario_Proposta_Triangular.
Proposta triangular
(http://www.artenaescola.org.
trecho do artigo:
PCN nas escolas: e agora?
Maura Penna
"Em todos os ciclos da educação fundamental, os Parâmetros Curriculares dão à área de Arte uma grande abrangência, propondo quatro modalidades artísticas: (1) Artes Visuais - com maior amplitude que Artes Plásticas, englobando artes gráficas, vídeo, cinema, fotografia e as novas tecnologias, como arte em computador; (2) Música; (3) Teatro; (4) Dança, que é demarcada como uma modalidade específica.
Nos PCN-Arte, as propostas para essas diversas linguagens artísticas estão submetidas à orientação geral, apresentada na primeira parte do documento, que estabelece três diretrizes básicas para a ação pedagógica. São diretrizes que retomam, embora não explicitamente, os eixos da chamada "Metodologia Triangular" - ou melhor, "Proposta Triangular" -, defendida por Ana-Mae Barbosa na área de artes plásticas e já bastante conhecida de todos que participam do Projeto Arte na Escola. Segundo os próprios Parâmetros, o "conjunto de conteúdos está articulado dentro do processo de ensino e aprendizagem e explicitado por intermédio de ações em três eixos norteadores: produzir, apreciar e contextualizar" (PCN-Arte, p. 49). Vale ressaltar que, em nosso país, a Proposta Triangular representa a tendência de resgate dos conteúdos específicos da área, na medida em que apresenta, como base para a ação pedagógica, três ações mental e sensorialmente básicas que dizem respeito ao modo como se processa o conhecimento em arte"
> Plus por minha conta como dica de mais uma pedagogia para o ensino da Arte:
Projetos com Problemas e Soluções¹
(http://www.immaginare.art.br/
A preparação dos recursos humanos que irão atuar em situações de forte concorrência e grande instabilidade está especialmente a cargo dos professores e da Escola Immaginare particularmente de cursos que conferem uma especialização.
Os alunos, futuros profissionais, deverão desenvolver hábitos de raciocínio, pesquisa e capacidade de resolução de problemas para obterem sucesso.
O ensino do design e da arte, e nomeadamente o ensino por projetos é uma atividade privilegiada para práticas ativas, baseadas em problemas, e que coagem os alunos a investirem toda a sua capacidade na procura de solução.
A resolução de problemas específicos é uma metodologia emblemática para a educação em design, não pelo tipo de exercício que se propõe (o problema em si ), mas mais pelo processo de resolução na busca da melhor solução.
O papel ativo da sala de aula é transferido para os alunos graças a problema que se ligam às respectivas vivências.
O desenvolvimento de uma solução num espaço de tempo muito curto exigiu reflexão sobre a situação apresentada, a resolução do problema e o desenvolvimento da solução final. Tudo isso tendo por base a partilha de conhecimentos e experiências por parte dos alunos e docentes.
Esta prática no ensino do design e da arte funciona bem em grupos heterogênios ( idade, sexo... ) por isso sua aplicação nas Especializações – pois com capacidades diversas, os alunos tem oportunidade de utilizar seus talentos e experiências na construção de uma solução cooperativa.
A autonomia também é essencial na formação, pois estes profissionais deverão encarar as mudanças como um desafio e oportunidade para utilizar suas capacidades de raciocínio e criativas na resolução dos problemas.
Esta forma de ensino, em vez de apoiar a formação unicamente em teorias e fatos, prepara os alunos a aprenderem autonomamente e de forma interdisciplinar, uma vez que a resposta a um problema requer, freqüentemente, informação de outras áreas do conhecimento.
Em Portugal e outros países a Europa, o processo de aprendizagem em vigor, conhecido como Bolonha, acentua esta prática. No Brasil de hoje há processo de modificação do processo de ensino que ainda não esta maduro e reflete o gigantismo do país, a diversidade de realidades regionais, e a pluralidade nas maneiras de ver o ensino superior, o que faz com o que não haja um único modelo a ser seguido.
Embora existam várias formas de se projetar e compete ao futuro profissional de design gerar novos produtos, conceitos e serviços, uma atividade que apresente um problema bem equacionado força os alunos a aprenderem a partir de uma variedade de fontes de informação e a tomar decisões baseadas nas suas próprias experiências.
Pensamos que o ensino por projetos, antecedido por estes exercícios projetuais a que chamamos de “repentina”, apoiados em problemas, também preparará os alunos a serem trabalhadores ativos, produtivos, criativos e inovadores na sua forma de atuação e na construção de respostas aos desafios deste novo século.
¹ http://www.unifesp.br/centros/
Nenhum comentário:
Postar um comentário